O Magistério Vivo da Igreja



 Antes de aprofundar neste tema, quero que saiba a etimologia da palavra magistério.

 Magistério é o mesmo que:
- Professor
- Aquele a quem se delega poderes para governar
- É o mesmo que mestre
- Perfeito, completo, exemplar
- Aquele que ensina

  O Magistério iniciou com os apóstolos…


 Partindo do raciocínio do significado da palavra Magistério, vemos, que Jesus ao escolher os doze apóstolos, ele estava ali formando o colégio episcopal e dando-lhes poder de ensinar, tronando-os, mestres, (Marcos 9,1-6), esse poder vem em nome de Jesus Cristo (João 15,5).

 Os doze tem a missão de ensinar e governar a Igreja (Mateus 16,19; João 16,13).

O próprio apóstolo Pedro, na sua segunda carta, capítulo 1 versículos 20 e 21, disse: “Antes de mais nada, sabei isto: que nenhuma profecia da Escritura resulta de interpretação particular, pois que a profecia jamais veio por vontade humana, mas os homens impelidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.”

“O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, foi confiado aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.” (CIC 85).

 Todavia, tal Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas a serviço dela, não ensinando somente o que foi transmitido, no sentido de que, por mandato divino, com a assistência do Espírito Santo, piamente ausculta aquela palavra, santamente a guarda e fielmente a expõe, e deste único depósito de fé tira o que nos propõe para ser crido como divinamente revelado.” (CIC 88).

 O Magistério vivo e a sucessão apostólica


“Para que o evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os apóstolos deixaram os sucessores dos bispos, e eles transmitindo seu próprio encargo de Magistério. Com efeito, a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos.” (CIC 77).

“Esta transmissão viva, realizada no Espírito Santo, é chamado de Tradição enquanto distinta da Sagrada Escritura, embora intimamente ligada a ela. Por meio da Tradição, a Igreja, em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmitir a todas a gerações tudo ela é, tudo o que é ela crê. O ensinamento dos Santos Padres testemunha a presença vivificante desta Tradição, cuja riquezas se transfundem na praxe e na vida da Igreja crente e orante.” (CIC 78).

Através da Tradição apostólica, sabemos que: “Porque é assim que as Igrejas apostólicas transmitem suas listas: “como a Igreja de Esmirna, que sabe que Policarpo foi colocado lá por João, como a Igreja de Roma, onde Clemente foi ordenado por Pedro. Assim, todas as outras Igrejas que tiveram lhes mostram em que tem as raízes apostólicas, tendo recebido o episcopado pela mão dos apóstolos.” (Tertuliano).

Conclusão:

“O romano pontífice e os bispos são os doutores autênticos dotado da autoridade de Cristo, que pregam ao povo a eles confiável a fé que deve ser crida e praticada.  O Magistério ordinário universal do Papa e dos bispos em comunhão com ele ensina aos fiéis a verdade em que se deve crer, a caridade que se deve praticar, a felicidade que se deve esperar.” (CIC 2034).

Como você pôde ver, o Magistério vivo da igreja, iniciou com Jesus dando autoridade aos apóstolos e os apóstolos aos seus sucessores.

Se tiver alguma dúvida, alguma sugestão, escreva abaixo na caixa de comentários.

Compartilhe nas redes sociais.

Obrigado, Glauco Campos!

Share:

As Sagradas Escrituras


Introdução:
 Deus, quis estar próximo de nós desde o início. No livro do Gênesis, quando Deus criou Adão e Eva, tem registro do diálogo entre o Criador e a criatura (Gênesis 2, 16). Mas, em um certo momento, houve a desobediência que gerou a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden, com isso rompeu-se o diálogo e a comunhão com Deus, mas apenas por um tempo.

E quando chegou o tempo em que Deus volta a dialogar com o homem, diz o texto Sagrado, em Gênesis 5, 22 Henoc andou com Deus, neste versículo pode-se observar indícios que Deus revela-se novamente ao homem estreitando o diálogo.
Noé era um homem justo, por isso ele andava com Deus, (Gênesis 6, 9), e dialogava com Ele (Gênesis 6,13;  7,1;  8, 15).

“Por sua relação, o Deus invisível, levado por seu grande amor, fala aos homens como amigos, com eles se entretém para os convidar à comunhão consigo e nela os receber.” (CIC 142).

Deus, revela-se ao homem através da palavra, ele interveio na sua história, pois, o homem, é incapaz de guiar-se a si mesmo. “Tua palavra é lâmpada para os meus passos, luz para o meu caminho.”  (Salmos 119, 105). 


O que é a Sagrada Escritura?


 É propriamente dito, “A Palavra de Deus, a Bíblia”. “Toda escritura é inspirada por Deus é útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça.” (II Timóteo 3,16).

O catecismo da Igreja Católica número 81 ensina que: “a Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto redigida sobre a moção do Espírito Santo.”

“Assim, a comunicação que o Pai fez de si mesmo por seu Verbo no Espírito Santo permanece presente e atuante na igreja: O Deus que outrora falou e mantém um permanente diálogo com a esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através dela no mundo, leva os crentes à verdade toda e faz habitar neles abundantemente a palavra de Cristo.” (Dei Verbum 8).


Quem é o autor das Sagradas Escrituras


 “As Sagradas Escrituras contêm a Palavra de Deus e, por serem inspiradas, são verdadeiramente a Palavra de Deus.” (CIC 135).

 “Deus é o autor da Sagrada Escritura, ao inspirar seus autores humanos; agem neles e por meio deles. Fornece assim a garantia de que seus escritos ensinem sem erro a verdade salvífica.” 

(Deus inspirou autores humanos para escrever as Sagradas Escrituras)

Deus inspirou os autores humanos nos livros Sagrados. 
"Na redação dos livros Sagrados, Deus escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades, capacidades, a fim de que, agindo ele próprio neles e por meio deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele próprio queria” (CIC 106).

Os livros inspirados ensina a verdade. 
"Portanto, já que tudo o que os autores inspirados (hagiógrafos) afirmam deve ser dito confirmado pelo Espírito Santo, deve-se processar que os mitos da Estrutura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade de Deus em vista de nossa salvação que fosse consignada nas Sagradas Escrituras.” (CIC 107).

O antigo e Novo Testamento nas sagradas escrituras

Antigo testamento:

“O Antigo Testamento é uma parte indispensável da Sagrada Escritura. Seus livros são divinamente inspirados e conservam o valor permanente, pois a Antiga Aliança nunca foi revogada.” (CIC 121).

“Os cristãos veneram um Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja sempre rechaçou vigorosamente a ideia de rejeitar o Antigo Testamento sob o pretexto de que o Novo teria feito caducar (marcionismo). (CIC 123).

Novo Testamento:

“A Palavra de Deus que é força de Deus para salvação de todo crente, é apresentada e manifesta o seu vigor de modo eminente nos escritos do Novo Testamento. Estes escritos fornecem-nos a verdade definitiva da revelação divina. Seu o objeto central é Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, seus atos, ensinamentos, paixão e glorificação, assim como os inícios de sua Igreja sobre a ação do Espírito Santo.” (CIC 124).

 “Os Evangelhos são o coração de todas as Escrituras, uma vez que constituem o principal testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado nosso Salvador.” (CIC 125).



Cânon das Sagradas Escrituras


“Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumeradas na lista dos Livros Sagrados. Esta lista completa é denominada “Cânon” das Escrituras. Ela comporta 46 (45, se contarmos Jeremias e Lamentações juntos) escritos para o Antigo Testamento e 27 para o Novo.” (CIC 120).

 “A Igreja recebe e venera como inspirados os 46 livros do Antigo e os 27 do Novo Testamento.” (CIC138). 

“A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor: ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã.” (CIC 141). 

Conclusão:

São Jeronimo, foi quem traduziu as Sagradas Escrituras dos textos originais para o Latim, foram cerca de 36 anos, para concluir esta bela missão.
Veja algumas frases de São Jeronimo sobre a Bíblia:

-Quando rezamos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagrada Escritura, Deus fala conosco. 

-Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; Portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo.

Compartilhe este conteúdo nas redes sociais, deixe seu comentário abaixo.

Glauco Campos.  

Obrigado!

Share:

A Sagrada Tradição Apóstolica



Este artigo é fundamental para todos aqueles que querem se aprofundar sobre a Doutrina Católica. São mais de 2.000 anos de ensinamento, que o próprio Senhor Jesus Cristo deixou através dos apóstolos, que ele mesmo escolheu. “Aqueles dias, ele foi a montanha para orar e passou a noite inteira em oração a Deus. Depois que amanheceu, chamou os discípulos e entre eles escolheu doze, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem impôs o nome de Pedro, seu irmão André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado Zelota, Judas, filho de Tiago, e Judas, Iscariotes que se tornou traidor.” (Lucas 6,12-16).

Sendo assim, ele deu início a sua Santa Igreja, todo ensinamento e doutrina foi confiado aos doze (João 14,26), por transmissão oral, o que chamamos de Tradição apostólica, com ‘T’ maiúsculo, é tal qual, viva e eficaz, como a Palavra de Deus, (Bíblia).

O que é a Sagrada Tradição apostólica?


Mas, afinal, que Tradição é essa, de onde veio, quem iniciou?

Nada mais é do que o anúncio e ensinamento que Jesus transmitiu aos apóstolos, então nenhuma palavra foi escrita, naquele tempo, existia somente o Antigo Testamento (1ª aliança), que é de fato a palavra de Deus, mas não a Bíblia propriamente dito.

A partir de Jesus, (ele também é palavra) “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós;” iniciou o Novo Testamento, chamado também de boa nova, ou 2ª aliança, mas tudo isso se deu por transmissão oral, ensinado aos doze, e eles aos seus sucessores. 

O Catecismo da Igreja Católica número 75 diz:
“Cristo Senhor, em quem se consuma toda a revelação do sumo Deus, ordenou  aos apóstolos que o evangelho, prometido antes pelos profetas, completado por ele e por sua própria boca promulgado, fosse por eles pregado a todos os homens como fonte de  toda a verdade salvífica e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons divinos.”

Quanto a Sagrada Tradição, “ela transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a Palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos para que, sob a luz do Espírito de verdade, eles por sua pregação, fielmente a conservem, exponham e difundam.” (D.V 9).

A constituição dogmática Dei Verbum, diz: “Deus dispôs com sua benignidade que aquelas coisas que revelaram para salvação de todos os povos permanecessem sempre integrar e fossem transmitidas a todas as gerações.”

“A Tradição da qual que falamos é a que vem dos Apóstolos e transmite o que estes receberam, do ensinamento e do exemplo de Jesus, (João 16,12) e o que receberam por meio do Espírito Santo, “Em João 14,16-17, está escrito, “Ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre, o Espírito da Verdade.” (João 16,13). Com efeito, a primeira geração de cristãos ainda não dispunha de um Novo Testamento escrito e o próprio Novo Testamento atesta o processo da Tradição viva.”

A Sagrada Tradição e o Novo Testamento

Na formação dos Evangelhos Podemos distinguir três etapas: (CIC 26)

Primeira etapa: A vida e o ensinamento de Jesus.
” A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos cuja historicidade afirma sem hesitação transmitem-se a mente aquilo que Jesus filho de Deus ao viver entre os homens realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles até o dia em que foi elevado.”

Segunda etapa: A tradição oral
 O que o Senhor dissera e fizera.“Os apóstolos após a ascensão do Senhor, transmitiram aos ouvintes, com aquela compreensão mais plena de que gozavam, instruídos que foram pelos gloriosos acontecimentos de Cristo e estabelecidos pela luz do espírito de verdade.”

Terceira etapa: Os autores sagrados escreveram os quatro Evangelhos. "Escolhendo certas coisas das muitas transmitidas ou oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as com vistas à situação das igrejas conservando enfim, a forma de pregação, sempre de maneira a transmitir-nos, a respeito de Jesus, coisas verdadeiras e sinceras.

A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura, portanto, relacionam-se estreitamente. Com efeito, ambas derivam da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só, tende ao mesmo fim.

A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constitui um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiando à Igreja; aderindo a este, todo um povo santo persevera assiduamente unido aos seus pastores na doutrina na comunhão dos apóstolos na fração do pão e nas orações ( Atos dos Apóstolos 2,42), de tal modo que a conservação, atuação e profissão da fé transmitida haja uma singular colaboração entre os pastores e os fiéis.

Portanto, a Tradição Apostólica é a Palavra de Deus, juntamente com a Sagrada Escritura.


Veja comentários de alguns santos sobre a Tradição apostólica


Inácio De Antioquía (ano, 107 d.C.)

“Eu por minha parte cumpri o meu dever, agindo como homem destinado a unir. Deus não mora onde houver desunião e ira. A todos, porém que se converterem perdoa o Senhor, se voltarem à unidade de Deus e ao senado do Bispo. Confio na graça de Jesus Cristo, pois Ele livrará de toda cadeia. Exorto-vos a nada praticar em espírito de dissenção, mas sim em conformidade com os ensinamentos de Cristo. É que ouvi alguns dizerem: “Se, não o encontro nas escrituras antigas, não dou fé ao Evangelho.” Dizendo eu a eles “Está escrito”, responderam-me: “É o que se deve provar!” Para mim, as escrituras antigas são Jesus Cristo; para mim escrituras invioláveis constituem a Sua Cruz, Sua Morte, Sua Ressurreição, como também a Fé que nos vem d'Ele! Nisso é que desejo, por vossa oração, ser justificado.” 



Hipólito De Roma (ano 235 d.C.)

“Agora, movidos pelo amor que devemos a todos os santos, atingimos o ponto máximo da tradição o que diz respeito às igrejas. Todos, assim, bem instruídos, devem conservar a tradição que perdura até hoje e, conhecendo-a através de nossas palavras, devem permanecer absolutamente firmes, já que o ocorrido recentemente (heresia ou erro) foi motivado pela ignorância e pelos ignorantes. Que o Espírito Santo conceda a graça perfeita àqueles que creem na verdade ortodoxa, para que aqueles que lideram a Igreja possam saber como ensinar e preservar tudo de forma conveniente.”

“Se todos ouvirem e seguirem a tradição dos apóstolos, nenhum herege, nenhum mesmo, poderá vos afastar do reto caminho. Na verdade, muitas heresias se desenvolveram porque os chefes não quiseram aprender a doutrina dos apóstolos, mas seguindo a própria fantasia, fizeram o que quiseram, isto é, o que não deveriam fazer.”


Orígenes (ano 185 - 254 d.C.)

“Embora existam muitos que acreditam que eles mantêm os ensinamentos de Cristo, ainda existem alguns entre eles que pensam de forma diferente de seus antecessores. O ensinamento da Igreja se impôs devido a uma ordem pela sucessão dos apóstolos e permanece nas igrejas até o presente momento. Não há de aceitar como verdade algo além daquilo que difere em nada da tradição eclesiástica e apostólica.”

“A Igreja recebeu dos Apóstolos o costume de administrar o batismo até mesmo para as crianças. Pois aqueles que foram confiados os segredos dos mistérios divinos sabiam muito bem que todos carregam a mancha do pecado original, que deve ser lavada com água do Espírito.”


Ajude este blog, compartilhando nas redes sociais.

Obrigado!

Glauco Campos.
Share:

Blog Catequista-Online, Explica a Imaculada Conceição de Maria

Maria foi preservada da mácula do pecado original, desde a sua concepção!

Não foi fácil, foi árduo, porém, salutar!

Me dediquei ao máximo, pesquisei na Tradição da Igreja, nos escritos dos Santos Padres, nos Concílios, e na Sagrada Escritura, para trazer até você uma explicação detalhada sobre a Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Jesus.

A Imaculada Conceição de Maria



Então, declaro com toda a Igreja: “A imaculada Conceição de Maria é dogma de fé.”

Quisera Deus que fosse assim, pois o seu filho, Jesus, “bendito fruto”, só poderia tornar-se carne humana em um ventre “bendito, Imaculado”, e Santa Isabel confirma dizendo profeticamente em Lucas 1,42, ela olhando nos olhos de Maria disse: “Benedicta tui in mulieribus et benedictus fructus ventris tui, Iesus” = “Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre.”

Interessante que Jesus fala em Mateus 7, “é pelos frutos que conhecereis a árvore," (Cf. Mateus 7,16-20). Ora, Jesus é o fruto bendito, sem pecado, logo Maria é a árvore bendita, sem pecado. 

São Boaventura afirma que os nove coros de anjos clamaram a Maria dizendo: “Sancta, sancta, sancta Maria, Dei Genitrix et Virgo” = “Santa, santa, santa Maria, a Virgem Mãe.”

O profeta Isaias 700 anos antes de Cristo, Profetizou: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel...” (Isaias 7,14b). 

“Maria é Imaculada, porque foi totalmente preservada da mácula do pecado original, desde sua conceição, ou seja, desde a gestação no ventre de sua Mãe Santa Ana”

O que dizem os Santos Padres e os Concílios sobre a Imaculada Conceição de Maria, ao longo dos séculos.




A Igreja como Mãe e Mestra (Mater et Magister), e juntamente com seus fiéis Santos Padres, sempre firmes nos seus ensinamentos, afirmaram desde os primeiros séculos que Maria é a nova Eva e toda Pura. 




Em uma bela oração a Maria, datada do século III “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção), já deixa indícios de que os Santos Padres acreditavam na virgindade perpetua e santidade de Maria.

Veja a oração:

“À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.

Nesta oração eu marquei em negrito duas Frases, “Santa Mãe de Deus” e “ó Virgem gloriosa e bendita”, tudo leva a crer que desde o início a Igreja já tinha esse ensinamento de uma forma indireta sobre a Imaculada Conceição de Maria.

-Orígenes, no Século III foi o primeiro a chamar Maria de “toda santa.”

-Metodio de Olímpia, no século IV, dizia: “Maria, cheia de graça e imácula”. Ainda no Século IV Santo Efrem é mais convicto, e dizia: “em ti, Senhor, não há mancha nem há em tua mãe mancha alguma”. Santo Agostinho de Hipona, século IV disse: “Nem se deve tocar na palavra ‘pecado’ em se tratando de Maria; e isso por respeito Aquele de quem mereceu ser Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça”. No concílio de Éfeso ano 431, declaravam Maria como “santa” “santa Mãe de Deus.”

-Teotecno, Bispo de Livias, no século VI, fala de Maria “feita de barro puro e imaculado.”

-Os cristãos do século VII, sem nenhum medo e com mais frequência chamam Maria de “Imaculada”.  São Germano de Constantinopla a chama de “imaculadíssima.” O Papa Honório I fala da “santa e imaculada Virgem Mãe de Deus”. Na Igreja do Oriente, começa-se a celebrar a festa da Conceição de Maria.

-São João Damasceno, século VIII confirma: “foste conservada sem mancha, como esposa de Deus, para que por tua natureza fosses a Mãe de Deus” e prossegue dizendo: “Nesse paraíso não teve entrada a serpente”.
-Pascásio Radberto, no século IX afirma que Maria foi “isenta de todo pecado original.”

-Santo Anselmo, no século X, faz uma brilhante e eloquente pergunta: “Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?

-Santo Anselmo, no século XI, lembra que Maria também participa da redenção universal de Cristo, e, deste modo, o dogma da Imaculada Conceição não contradiz o ensinamento Bíblico.

-Eadmer, Monge de Canterbery, século XII escreve o primeiro tratado sobre a Conceição de Maria. São. Boaventura afirma que o mal nunca tocou em Maria.

-Duns Scoto, no século XIII afirma com veemência, “pelos merecimentos de Cristo, sua Mãe foi preservada do pecado original.”

-O Papa Sixto IV, (ano1477) concede a 1ª aprovação a um ofício e uma missa da Imaculada Conceição de Maria.
-O Papa Paulo V (ano 1617) determinou duramente um ensinamento que, no futuro, ninguém poderia assumir uma postura contrária à opinião Imaculista.

-O Papa Clemente XIII, (ano 1764) recomenda a novena da Imaculada Conceição de Maria como uma indulgencia.
-Em 1830, Maria aparece a Santa Catarina Labouré e manda cunhar Medalha Milagrosa, com a inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”

-Enfim, O Beato Papa Pio IX, (1854) declara solenemente a Imaculada Conceição como dogma de fé.
-Em Lourdes, século XIV, Maria aparece a Santa Bernadete Soubirous, e disse: “Eu sou a Imaculada Conceição.”

Os Concílios e o Catecismo da Igreja, Sobre a Imaculada Conceição


“Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, foi redimida desde a concepção.
É isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX”. (CIC491).



-O concílio de Basiléia, (ano,1435) reforça o valor da fé popular na Imaculada Conceição de Maria.


-Na bula Ineffablis Deus, o Papa Pio IX, juntamente com toda Igreja declara que: “A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original.”

-No catecismo da Igreja Católica, número 492 se refere a Imaculada Conceição de Maria dizendo: “Esta “santidade resplandecente, absolutamente única” da qual Maria é “enriquecida desde o primeiro instante de sua conceição” lhe vem inteiramente de Cristo: “Em vista dos méritos de seu filho, foi redimida de um modo mais sublime.”

Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a “abençoou com toda a sorte benção espirituais, nos céus em Cristo” (Efésios. 1,3). Ele a “escolheu nele (Cristo), desde antes da fundação do mundo, para ser Santa e Imaculada em sua presença no amor” (Efésios. 1,4).

Pois bem, meus irmãos, poderia terminar este artigo por aqui, porque tudo que está escrito acima deixa provas que de é fato, Maria é Imaculada, foi concebida sem pecado original, mas tem algumas pessoas que querem as provas na Bíblia.

Alguns até dizem: quero ver você provar isso tudo na bíblia, Rssss... então vamos lá na Bíblia!

A Imaculada Conceição na Bíblia



Primeiramente vou mostrar para você a tática protestante para atacar a santidade Maria, eles usam a Bíblia para fazer esses ataques, mas própria Bíblia, nos dá a resposta e mostra claramente que Maria é Imaculada.






-Primeiro ataque: Romanos 3,23 “visto que todos pecaram e todos estão privados da gloria de Deus...” (Daí vem a famosa argumentação: “Se todos pecaram, Maria também pecou”).

-Segundo ataque: Romanos 3,10 “conforme está escrito: Não há homem justo, não há um sequer” (O protestante diz: “se não há nenhum justo sequer, Maria não é justa”).

-Terceiro ataque: Lucas 1,46-47 “Maria, então, disse: “Minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito exulta em Deus meu Salvador...”. (Se Maria Chama Deus de meu Salvador, logo ela é pecadora).

-Quarto ataque: Lucas 2,22 “Quando se completaram os dias para a purificação deles, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém a fim de apresenta-lo ao Senhor...” (Então se Maria foi purificar-se, logo ela era pecadora).

A esses ataques vou responder os três primeiros, já com uma única resposta.

Existem duas formas de salvação:
    1- A salvação depois da queda.
    2- A salvação por antecipação, antes da queda, (essa se forma de salvação, se deu somente a Maria).

  Todos nós fomos salvos depois da queda, mas somente Maria foi salva por antecipação, Judas 1,24 “Aquele que pode guardar-vos da queda e apresentar-vos perante sua glória irrepreensíveis e jubilosos.” 
    A resposta mais adequada a esses três primeiros ataques está em Lucas 1,28 “Ave gratia plena Dominus tecum” = “Ave cheia de graça o Senhor é contigo.” Perceba o termo em negrito, “gratia plena”, que quer dizer graça plena ou plena de graça. No Grego foi usado o verbo ke-chari-tomene, o grande detalhe que se deve no notar é que este verbo Grego está no particípio pacífico perfeito, ou seja, ke-chari-tomene quer dizer, graça plena por todo o sempre, desde sua Conceição até a sua Assunção ao céu. Se Maria tivesse recebido a graça somente no dia da anunciação do anjo Gabriel, o verbo seria charitomente, ou seja, apenas uma graça no presente. Se Maria tivesse perdido a graça ao longo da vida, o verbo seria chariteiza, ou seja, apenas um estado de graça, mas não, eu volto a dizer de novo o verbo Grego é ke-chari-tomene, cheia de graça por todo sempre.
  
  Quero deixar outras passagens bíblicas que defendem a Imaculada Conceição de Maria.

-Cântico dos Cânticos 4,7 “ÉS toda bela, minha amada, e não tens um só defeito.”

-Cântico dos Cânticos 4,12 “És jardim fechado, minha, irmã, minha noiva, és jardim fechado, uma fonte lacrada.”

-Cântico dos Cânticos 6,9a “Uma só é minha pomba sem defeito, uma só a perfeita pela mãe que a gerou.”

Para o quarto ataque, quando os protestantes dizem: “Maria foi purificar-se, então ela é pecadora”, darei a resposta agora.

Jesus Cristo nasceu debaixo da lei como está escrito em Gálatas 4:4, e portanto obedeceu às leis, Jesus, como substituto do homem, tinha que se submeter à lei em todo o detalhe, da mesma forma, Maria estava submissa a lei, portanto ela levando o seu filho Jesus foi ao templo, para purificar-se, mas não purificar de um pecado ou defeito, mas para obedecer e cumprir a lei. 

Então lhe faço uma pergunta que está no livro de Jó 14,4 “Quem fará sair o puro do impuro?" Minguem! Ora Jesus é o bendito fruto, logo o ventre de e Maria toda é pura. Lucas 1,42 “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu frente.” (Cf. Mateus 7,16-20 e Tiago. 3,12).

Então meu irmão e irmã, aqui esta todo o respaldo na Tradição, na Bíblia, no Magistério, nos documentos e concílios, para defender a Imaculada Conceição de Maria.
Salve Maria Imaculada! 


Share:

A Quaresma de São Miguel Arcanjo,*** aprenda rezar ***


Muitas pessoas perguntam: De onde veio a quaresma de São Miguel, como surgiu, com quem se iniciou? Preocupado em esclarecer estas dúvidas e tantas outras, irei escrever este breve artigo.
Vou resumir ao máximo, mas, porém, vou trazer detalhes importantes e dicas de como fazer a quaresma. Muitos não fazem pois, não conhecem e não sabem o quanto é salutar e cheio de bênçãos.

Você também gostará de ler:

Veja uma breve introdução do surgimento da quaresma de São Miguel Arcanjo.


Francisco de Assis, como um fiel ascético à Virgem Maria, ao Arcanjo Miguel, aos Anjos e de uma entrega total à Santíssima Trindade, viveu, depois de sua conversão a vida toda entregue às orações, jejuns e penitencias. Todos esses períodos de jejuns, orações e penitencias, Francisco sempre os fez no Monte Alverne, (Alverne quer dizer frio, gelado).

Consta em sua biografia, que ele realizava por ano três quaresmas. E pelo zelo e tal grande devoção aos Anjos, Francisco de Assis fazia jejum e oração de quarenta dias a seguir do dia da Assunção de Nossa Senhora.
No ano de 1224, em um momento marcante de sua vida, de profunda entrega a Deus, ao contemplar o Monte Alverne, Francisco recebeu tais estigmas, bem semelhante as de Cristo na sua Paixão, decidiu fazer uma quaresma, ele disse;  ”para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo, Príncipe dos Anjos e das Almas, quero fazer aqui uma quaresma.”

Estes foram os quarenta dias de jejum e oração que Francisco fez, tendo início no dia da Assunção, e quando terminado os dias, culminou exatamente no dia do Arcanjo Miguel. Francisco de Assis, teve a inspiração de Deus para realizar essa maravilhosa quaresma de São Miguel, cheia de bênçãos e de promessas.

Não perca a oportunidade de fazer a quaresma de São Miguel. 
Agora vou dar dicas de como fazer a quaresma!


Como rezar a Quaresma de São Miguel Arcanjo.

A quaresma de São Miguel inicia no dia 15 de Agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora e termina no Dia 28 de Setembro, dia dos Arcanjos, Miguel, Gabriel, Rafael.
Importante: Durante esses dias não se reza a quaresma nos domingos.

Para fazer a quaresma é preciso:

-Montar um simples altar com a imagem, estampa ou até mesmo uma foto do Arcanjo Miguel.

-Acender uma vela benta no altar (Observação: acender a vela ao iniciar as orações e quando terminar as orações do dia, pode apagar a vela).

-Oferecer penitencias e abstinências (Pode ser jejum nas sextas feiras, ou abster-se de algum alimento que goste muito, tipo carnes, doces, etc...).

-Pedir uma graça.
  

Orações da quaresma de São Miguel (Seguir a ordem como esta).

Sinal da Cruz

Em Nome do Pai + e do Filho + e do Espirito Santo + , Amém! 


Oração de São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus tende piedade de nós! (3x)

Ladainha De São Miguel Arcanjo

Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Jesus, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos, Amém!

Ao final, reza-se:

Um Pai Nosso em honra de São Gabriel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra a Nossa Senhora Rainha dos Anjos.
Um Pai Nosso em honra ao nosso Anjo da Guarda.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.

V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Share:

Postagens mais visitadas