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Estudo Bíblico: Aula 17 | Carta aos Gálatas

INTRODUÇÃO:

Quem são os Gálatas? No tempo do NT, a Galácia era uma província romana da Ásia Menor, que abrangia os seguintes territórios: a Galácia propriamente dita, a Frígia, a Pisídia e a Licaónia. Galácia, nos Atos (At 16,6; 18,23), distingue-se da Frígia.
As igrejas da Galácia devem ter sido fundadas por ocasião da 1.ª viagem missionária de Paulo (At 13,1-14,26). O Apóstolo dos gentios escreve a Carta aos Gálatas entre 55 e 57, a partir de Éfeso ou de Corinto, depois de 1 Ts e antes de Rm, Fl e Flm.

CONHECENDO A CARTA AOS GÁLATAS

VEJA AO VÍDEO


Paulo escreve a carta aos Gálatas por ocasião de uma crise. 
A igreja da Galácia corria perigo! Duas situações a ameaçava.

1 Ameaça- Os judeus recém convertidos ao cristianismo, queriam pregar outro evangelho. Paulo, então, entra em ação, faz uma alerta á igreja da Galácia. 
Em Gálatas 1,6-10, ele diz: "6Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente.7De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.8Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.9Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!10É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo".

E em Gálatas 5,1, Paulo diz: "1É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão".

2 Ameaça- a servidão da carne.
Gálatas 5,13 diz: " 13Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade".

Gálatas 5,23 diz: "18Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei.19Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem,20idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos,21invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!22Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade,23brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei".

Paulo apóstolo, muito preocupado com a igreja que se reúne na cidade da Galácia, faz uma contundente de dura exortação, dizendo em Gálatas 3,1-3 
Veja!

"  1Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?2Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da lei ou pela aceitação da fé?3Sois assim tão levianos? Depois de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne?".


PARTE TEOLÓGICA DA CARTA

A discussão acerca do anúncio do Evangelho também aos pagãos, considerados imundos pela Lei (At 10-11; 15), foi o primeiro problema que surgiu após a Ressurreição de Cristo e do Pentecostes. Depois, levantou-se o problema de se os cristãos, vindos do paganismo, estavam também sujeitos à Lei mosaica. Divergiam as opiniões. Paulo, apesar de ser judeu da seita dos fariseus (os mais zelosos da Lei), tornou-se o campeão da liberdade cristã ou da não sujeição à Lei, interpretada à maneira dos fariseus. Isso mereceu-lhe a hostilidade, não só dos judeus, mas também dos cristãos de origem judaica. O chamado concílio de Jerusalém (Act 15) não conseguira acalmar completamente os ânimos. Cristãos de origem judaica os judaizantes puseram em causa a validade e legitimidade do anúncio evangélico feito por Paulo, negando-lhe a dignidade apostólica e acusando-o de pregar um Evangelho mutilado e de anunciar um cristianismo diferente do dos outros Apóstolos de Jerusalém. Por isso, tentavam submeter os recém-convertidos ao jugo da Lei.

Foi o que aconteceu nas igrejas paulinas da Galácia. Nas pegadas do Apóstolo, os judaizantes atraíram os gálatas para a sua causa. Paulo escreveu-lhes, então, esta Carta polémica, em defesa da sua dignidade apostólica e da ortodoxia da sua doutrina, reconhecida, sobretudo, pelas colunas da Igreja-mãe de Jerusalém; expõe aqui o seu pensamento sobre as relações entre a Lei de Moisés e Cristo. Este último ponto será amplamente tratado na Carta aos Romanos, cronologicamente posterior à Carta aos Gálatas.
A Lei não fez mais do que manifestar o pecado, ao indicar um caminho, sem dar forças para o seguir. Só a Boa-Nova de Cristo, que é poder de Deus para todo o que crê, justifica, porque, indicando o caminho, dá também a força sobrenatural para o seguir. O grupo dos judaizantes quase desapareceu com a queda de Jerusalém, por volta do ano 70.

ESTRUTURA DA CARTA AOS GÁLATAS


Ela contém 6 capítulos e divide-se em 3 partes

Paulo, inicia a carta com uma introdução sem fazer se quer um elogio, mas, uma alerta (leia 1,1-3).

1ª Parte: Apologética|Paulo fala da sua autoridade apostólica (1,11 até 2,21).

2ª Parte: Dogmática (3 até 5,12).

3ª Parte: Moral ( 5,13 até 6,10).

Epílogo: (6,11-18).  
   
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NOSSO ITINERÁRIO DE FÉ NÃO É UMA CAMINHADA SOLITÁRIA...

Por Luciana Fernandes


“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28,20)

 

Nós cristão somos caminhantes e temos uma missão que recebemos no batismo. Somos seguidores de Cristo, somos filhos de Maria. Na Cruz, Cristo disse ao apóstolo João: “Filho, eis aí sua mãe!”.  Isso foi uma honra para a Humanidade, mas reforçou também o nosso compromisso missionário. Maria foi a primeira discípula missionária de Jesus Cristo. Ela aprendeu com seu Filho, seguindo-o até a cruz e na manhã de Pentecostes lá estava ela junto aos discípulos, pronta para dar continuidade ao projeto de Deus. Ela é o modelo de todos os discípulos e evangelizadores por seu testemunho de oração, de escuta da Palavra de Deus e de pronta e fiel disponibilidade ao serviço do Reino.

Nós somos os continuadores da missão, os novos evangelizadores, os responsáveis pela perpetuação da Igreja no mundo, através dos ensinamentos, da pregação e da vivência da Palavra. Não podemos nos calar. Não podemos ficar parados, estagnados pela covardia ou pelo comodismo. Precisamos ir ao encontro do outro levando a Boa-Nova que Cristo nos deixou.
Deus ao nos enviar seu Filho, manifestou sua intervenção misericordiosa na  história humana. Ele veio como Caminho, Verdade e Vida e nós que cremos nele, não caminhamos sozinhos. Ele ressuscitou, mas enviou-nos o Espírito Santo, que nos concede os dons necessários para não nos afastarmos do caminho do céu. Somos testemunhas do Cristo Ressuscitado no mundo e “ai de nós se não pregarmos o Evangelho”- como bem disse o apóstolo Paulo.
 Atualmente, DEUS continua a nos chamar e convoca todos os cristãos, segundo os carismas de cada um, para ocupar determinada posição na propagação do EVANGELHO, e precisamos ouvir, ler e estudar muito a Palavra de DEUS, para estarmos atualizados e podermos participar da missão evangelizadora da Igreja, dentro do PLANO DE DEUS, guiados e dirigidos pelo ESPÍRITO SANTO.

 O EVANGELHO precisa chegar ao  maior número de pessoas possível e não são somente os padres que têm a missão de propagá-lo. Todos nós batizados, cada um dentro do projeto que é capaz de realizar, seja esse o mais modesto ou o mais arrojado, tem a sua parte a cumprir nessa missão. O que Deus quer é que cada um realize o que se propôs em seu coração, para que um número maior de almas possa ser conquistado para Deus.

  É árduo o trabalho evangelizador. Basta lembrarmos dá parábola do semeador para não desanimarmos em nosso trabalho. É certo que nem todas as sementes darão fruto, mas nem por isso podemos deixar de lançá-las à terra. Em contrapartida, nessa caminhada de fé e vida, nós não estamos sozinhos. Nisso reside nossa força e nossa esperança na caminhada. Jesus caminha conosco, como prometeu

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28,20).


 Em outubro de 2019, como instituiu o papa Francisco, vamos viver o Mês Missionário Extraordinário e já nos colocamos em oração, reflexão e ação para vivermos da melhor forma possível, na dimensão de batizados e enviados, como sugere a temática escolhida pelo papa: “Somos convidados a confirmar a nossa identidade batismal com um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo: Ele envia-nos para sermos suas testemunhas no mundo”.
 Para finalizar, é bom lembrar que ser missionário e/ou evangelizador não requere necessariamente sair de sua pátria, de sua cidade, mas sair de si mesmo, vencer as barreiras do comodismo e do egoísmo para partilhar as verdades do Reino com aqueles que ainda não as conhecem. Para tal, precisamos ser solidários e generosos, precisamos saber acolher e partilhar e precisamos vencer o apego às coisas que passam.

  Que cada um pense na melhor forma de contribuir com a evangelização: seja dizimista fiel, reze pelas missões, faça parte de uma pastoral, pratique obras de caridade, dê testemunho de sua fé. Mas faça tudo com boa vontade, com alegria e com fé na presença de Cristo. E que no final da nossa peregrinação terrena possamos dizer como PAULO: “Combati o bom combate, vivi a fé”.
Amém!
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Jesus caminha conosco e permanecerá até a consumação dos séculos



-1ª Seção >>> (Somos dependentes de Deus e ele caminha conosco)









Para compreender a nossa dependência de Deus é preciso voltar no passado mais remoto da história da humanidade (o Gênesis).

(1. No princípio, Deus criou o céu e a terra. 2. A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairavam sobre as águas. 3. Deus disse: “Faça-se a luz!”. E a luz foi feita. 4. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Gênesis 1,1-3).

Neste trecho de Gênesis que citei acima, mostra que a terra estava vazia e havia uma escuridão, veja que Deus quis preparar toda a criação da terra, (mas antes da criação Ele separou a luz das trevas, ao longo do texto irá entender sobre a luz e as trevas) só depois, então, Deus criou sua obra prima,

(Gênesis 1,27 "Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher." Gênesis 2,7 "O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem se tornou um ser vivente.")

 E, diga-se de passagem, somos preciosos aos olhos de Deus,

(Isaias 43,4 "Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti.").

De fato, somos preciosos e especiais, tanto que Deus fez um lugar que seria para nós, mas onde somente Adão e Eva desfrutaram por um certo tempo, era um jardim no Éden (Cf. Gênesis 2,8), lá não havia dor, sofrimento e nada semelhante. Os nossos primeiros pais, Adão e Eva tinham uma perfeita e intima comunhão com Deus (Cf. Gênesis 3,8), Deus caminhava, dialogava e conferia-lhes autoridade sobre todo ser vivente na terra, nas águas, nos ares, até que a desobediência e o pecado adentrou no jardim contaminando o coração deles, com isso, a consequência foi o desligamento da comunhão com Deus (Cf. Gênesis 3,16-17).

Depois deste drástico acontecimento, o homem foi expulso do paraíso, nasce inimizade com Deus, e eles se dispersarão, se tornando “nômades”. Longos anos se passaram e muitos povos vindouro, pós a primeira geração, não tiveram a oportunidade de conhecer a Deus Pai Criador.

Você percebe que enquanto Adão e Eva estavam sob a tutela, proteção e comunhão com Deus lá no jardim no Éden, eles tinham tudo, tinham santidade, paz, alimento, (luz = graça) e vida eterna propriamente dito. E por causa da desobediência perderam tudo, então houve (trevas = pecado), mas não uma perda permanente.
Por isso digo, somos dependentes de Deus, necessitamos que ele caminhe conosco.

E para restabelecer todas essas coisas que nos foram dadas através de Adão e Eva, é preciso haver a reconciliação.
O Catecismo da Igreja Católica nos números 27, 44 e 49 diz:

Confira as referências no link abaixo


-2ª Seção >>> (Deus se revela ao homem)


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Deus se revela ao homem que se dispersou, importante deixar bem claro, Deus   nunca nos abandona.
Deus é 100% misericórdia, 100% justiça, a nossa desobediência que cria barreiras para a comunhão com o Senhor.

Nesta seção acesse o link abaixo para ler as referências do catecismo.

 -3ª Seção >>> (A Epifania do Senhor é a garantia da reconciliação) - primeira parte da revelação


Epifania quer dizer a vinda de Jesus, o Deus feito homem habitou entre nós.
No Evangelho de Mateus 1,23 está escrito:

“"Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco." 

Neste versículo de Mateus vemos que Deus quer restabelecer aquela intima comunhão de outrora, tal quão como era no Éden, e para que isso de fato acontecesse Ele quis estar bem perto de nós, (Emanuel quer disser Deus Conosco, Deus quer caminhar conosco.
E par isso acontecer Deus se fez carne e habitou no meio de nós,

(João 1,1 "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus." João 1,14 "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.")

O Catecismo da Igreja Católica nos números 65 e 66 diz:

Confira as referências no link abaixo

 -4ª Seção >>> (Jesus caminha conosco)


-Revelação final
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Agora nesta etapa final da revelação, Jesus inicia a sua vida pública (Cf. Mateus 5,1-16) e se revela Deus (João 14,9-10. "9. Respondeu Jesus: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conhe­ceste, Filipe! Aquele que me viu viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai..." 10. Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. Cf. João 10,30 e 38) e novamente caminha conosco.
Jesus tem ao seu redor inúmeros discípulos, no qual ele escolhe 12 como lideres, por assim dizer (Cf. Mateus 10,2-4). Durante o tempo que entre nós fisicamente diz os Apóstolos na primeira carta de João 1,1-3  "1.O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida – 2.porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou –, 3.o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo."

Necessitamos de caminhar com Jesus e vice-versa, para que as trevas não domine o nosso ser (Cf. João 8,12) e que estejamos preparados, santificados prontos para o nosso Senhor, como diz o Catecismo da Igreja Católica número 27: “O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus.”

Jesus promete caminhar conosco, (João 14,18 Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós.) porque sem ele nada podemos fazer, é como se fossemos um galho cortados da árvore e Jesus isso (Cf. João 15,5-6).
Somos as vezes como os dois homens a caminho de Emaús, “insensatos e lentos de coração para crer”, logo precisamos do Senhor, por isso, “o próprio Jesus aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles, Lucas 24, 15.”
E por humildade reconheçamos a necessidade da presença de Jesus e digamos como os dois disseram, “Permanece conosco, pois cai a tarde e o dia já declina. Lucas 24,29”.

>>> Termino este artigo com a bela oração de São Padre Pio <<<

 Veja a oração no link abaixo



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A Importância do Leigo na Igreja

A Igreja Católica sempre foi guiada pelo Espírito Santo, (...ele vos guiará na verdade plena... Cf. João 16,13) e a partir do Concilio Vaticano II, a Igreja viu a importância da missão evangelizadora do leigo e sua respectiva atividade de ensinar a fé, dentro e fora dela. Santo Tomás de Aquino Disse: "...Ensinar alguém para levá-la a fé é a tarefa de cada pregador e até de cada crente..."

O Papa Pio XII disse: "Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da Igreja, graças a eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana." sendo assim, guiada pelo Espírito da Verdade, a Igreja abriu as portas para o protagonismo leigo, (Cf. CIC 901-902-903) colocando-o no lugar onde o Senhor sempre o quis, trabalhando na vinha, essa é a missão de cada leigo e leiga (Mt. 20,1-16).



Mas não era sempre assim, antes do Concilio Vaticano II, o lugar de destaque do leigo era, ou sentado, em pé, de joelhos, ou seja, não tinha uma atividade direta do leigo na Igreja. Só para você ter uma ideia, naquela época não existia Ministro da Sagrada Comunhão, Ministro de Música, muito menos Pastorais e Equipe de Liturgia. Os leigos não realizavam nenhuma atividade na Igreja. Só após o Concilio Vaticano II é que foram surgindo os ministérios, serviços, pastorais, movimentos e novas comunidades. (Cf. CIC 903).



      Os Diversos Serviços do Leigo na Igreja


Você conhece o grupo do facebook Soldados Católicos?
Ainda Não? Conheça agora clicando na imagem abaixo e faça parte da família...


O professor Felipe Aquino Disse: " O leigo não pode ser na Igreja, alguém que apenas assiste o que está acontecendo na Igreja, na evangelização. Ele tem que ser o participante o atuante. O leigo não pode ser somente aquele que vai à missa no Domingo, ele deve participar de alguma atividade."



Pegando como base as Sagradas Escrituras no Novo Testamento, principalmente em Atos dos Apóstolos 11,19-21 e 18,26 nestes textos, percebemos que os Apóstolos necessitavam da presença ativa de fiéis leigos para participar e ajudar na construção (Cf, CIC1268) e propagação da Igreja no papel de anunciar o Evangelho (Mc. 16,15) de Jesus Cristo e o seu Reino. "Havia entre eles, porém, alguns cipriotas e cireneus. Estes, chegando a Antioquia, falavam aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número daqueles que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor." Atos dos Apóstolos 11,20-21. Percebe a importância do leigo fiel na Igreja. Diga-se de passagem, a palavra leigo quer dizer "O povo de Deus".



É fato que a Igreja está presente no mundo inteiro, pois ela é Católica, ou seja Universal, por isso que: (...A colheita é grande, mas os operários são poucos... Lc.10,2).Mais do que nunca a Igreja precisa dos leigos fiéis (Cf. Lc.10,1-16. Mt. 20,1-16), para que todos cheguem ao conhecimento da verdade (2 Timóteo 2,4) e passem a fazer parte do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, no qual Ele 'Jesus', ...É a cabeça da Igreja, que é o seu corpo... Gálatas 1,18a).



São Muitos os Serviços do Leigo na Igreja, Vou Citar Alguns, os Principais.




Ministro da Sagrada Comunhão Eucarística.
Ministro da Palavra.
Ministro de Música.
Catequista.
Equipe de Liturgia.
Diversas Pastorais como por exemplo, da Família, do Dízimo, da Criança, de Rua, Carcerária etc.


(Entre estes, existem outros ministérios, serviços, pastorais).



Os Desafios do Leigo.

Em um discurso de 20 de fevereiro de 1946, o Papa Pio XII falou: "... Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja...", por este motivo o povo leigo fiel, tem à sua frente um desafio enorme de anunciar a Cristo Jesus e a sua Igreja neste mundo pós-moderno contemporâneo, repleto de heresias, sincretismo religioso, confusão doutrinal, teológico e tantas outras grandes afrontas à fé Católica. Se fosse citar todas, estenderia e muito este texto.



Outro desafio do leigo é a sua própria consistência na sua função. É preciso que seja perseverante, atento, firme, confiante, pois, "... são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles tem a obrigação e gozam do direito individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem Divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra..." (Cf. CIC 900).


Importante Conceito 



E ainda outro desafio do leigo é que produza frutos, e bons frutos, esta é uma questão que necessita de um certo zelo e cuidado, pois, Jesus Disse: "Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo em mim que não produz fruto ele o corta, e todo o que produz fruto ele o poda, para que produza mais fruto ainda. João 15,1-2."

Diz o Catecismo da Igreja Católica no número 901: "Os leigos em virtude de sua consagração a Cristo e da unção do Espírito Santo, recebem a vocação admirável e os meios que permitam ao Espírito Santo, produzir neles frutos sempre abundantes. Assim, todas as obras, preces e iniciativas apostólicas, vida conjugal e familiar, trabalho cotidiano, descanso do corpo e da alma, se praticados no Espírito, e mesmo as provações da vida, pacientemente suportadas, se tornam 'hóstias espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo' (1Pd2,5), hóstias que são piedosamente oferecidas ao Pai com a oblação do Senhor na celebração da Eucaristia. É assim que os leigos consagram a Deus o próprio mundo, prestando a Ele, em toda parte, na santidade de sua vida, um culto de adoração."   

Se tiver alguma opinião, algum comentário ou duvidas, escreva abaixo, na caixa de comentários.

Obrigado!
     
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Mês da Bíblia 2018 - Introdução ao livro da Sabedoria

Neste artigo, eu faço uma breve introdução sobre o livro da Sabedoria. Estamos no mês da Bíblia, e seguindo como sugestão e orientação da Igreja no Brasil, estudaremos este maravilhoso livro, que sim, diga-se de passagem, faz parte do Cânon, e é sim, Palavra de Deus, sem dúvida, foi inspirado pelo nosso grande Deus, o Pai de Abraão, Isac, Jaco, o mesmo Deus dos Profetas,como por exemplo, Isaías, o mesmo que se encarnou, habitou no meio de nós, ensinou e instruiu os apóstolos a anunciar a boa nova que depois foi escrito e temos a segunda parte da Bíblia, o Novo Testamento. 


Introdução e Estrutura do Livro


(Título, autor, data, língua original)


 Título:
Este livro tem o nome da sabedoria de Salomão, pelo fato de os capítulos 7 ao 9, fazer menção honrosa a este grande rei o ‘sábio’ por excelência.
Na Tradição Latina é chamado apenas como o livro da sabedoria. Este livro tem um gênero literário que traz autoridade e um pensamento novo.

 Autor:
Sabe se, que o autor é judeu, porém, desconhecido, ele permaneceu no anonimato, mas é um autêntico fiel a fé no Deus dos Pais (9,1). Pertencente ao povo ‘santo’ a ‘raça irrepreensível’ (10,15).

 Data: 
A data é incerta, então, podemos dizer que foi escrita entre o ano 50 e 30 antes de Cristo.

 Língua original:
Livro da sabedoria foi escrito totalmente em grego.

Estrutura do livro



 Primeira parte:
O destino humano segundo Deus (1-5).
 Esta parte, opõe o destino dos judeus aos dos ímpios, que os perseguem.
Sua finalidade é fortalecer a fé dos judeus: as provações que sofrem preparam sua glória.

 Segunda parte: 
Elogio à sabedoria (6,1- 11,3).
Tal elogio é posto na boca de Salomão. Contudo, o rei não é citado.
Salomão dirige-se aos demais reis, para convidá-los a se abrirem às doutrinas da sabedoria israelita.
 A sabedoria é uma realidade misteriosa, que Deus deu ao rei. 
Essa sabedoria é a única que conhece a vontade de Deus, e ela se revela desde as origens até a saída do Egito como a mestra da história.

 Terceira parte:
Meditação sobre o Êxodo (11,4-19,22).

 A última parte do livro é mais longa e sobretudo mais complexa do que as precedentes, consiste principalmente numa série de comparações sobre a sorte dos israelitas e dos egípcios, a partir da narrativa das pragas do Egito.
A dureza dos contrastes e a severidade do tom, levam a pensar que o autor, ao defender os valores do Judaísmo, procura afastar todos os que ameaçam a sua comunidade.

Alguma dúvida, sugestão, deixe nos comentários.

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Obrigado!
Glauco Campos.

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